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A luta não pode parar! Trabalhadores precisam continuar mobilizados contra as reformas trabalhista e previdenciária

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No último dia 28 de abril, o país parou para manifestar contra as reformas trabalhista e previdenciária. Um ato histórico, que uniu as principais centrais do país, sindicatos, confederações, federações e movimentos sociais, com o único objetivo de defender os direitos dos trabalhadores brasileiros.

As principais ruas, avenidas, empresas, comércios e serviços em geral permaneceram fechados por todo o dia. E, de acordo com a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), cerca de 35 milhões de pessoas participaram da  paralisação.

Em Belo Horizonte, a diretoria do SISIPSEMG e os servidores do IPSEMG se uniram aos milhares de trabalhadores de diversas categorias que realizaram uma intensa manifestação, na Praça Sete. Mesmo debaixo de muita chuva, os manifestantes fizeram um grande ato contra os fim direitos trabalhistas e da Previdência Social.

No entanto, mesmo com o esforço e a luta dos trabalhadores, o governo e os deputados continuam mantendo uma postura de retrocesso e a afronta aos trabalhadores brasileiros. Diante disso, é preciso deixar claro que a luta ainda não acabou. Precisamos, mais do que nunca, mostrar a força do trabalhador, não podemos deixar que os nossos direitos, tão arduamente alcançados, sejam destroçados diante de nós.

O dia 28 de abril foi certamente um grande e importante passo na luta contra as reformas e os trabalhadores conseguiram dar o seu recado. Mas é necessário que a mobilização permaneça firme até que o governo e os deputados desistam de cometer essa verdadeira barbaridade contra os trabalhadores.

No próximo dia 24 de maio, haverá uma grande marcha unificada das centrais sindicais, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com objetivo de barrar os cortes dos direitos trabalhistas e previdenciários que está em curso no Congresso Nacional.

Relembre, abaixo, as principais mobilizações ocorridas pelo Brasil no dia 28 de abril:

ACRE – A manifestação reuniu mais de 30 mil trabalhadores nas ruas da capital e no Palácio Rio Branco.

ALAGOAS – Servidores públicos federais mobilizaram-se em Maceió. Dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (SINTSEP/AL) concentraram-se em frente ao Ministério da Fazenda. Servidores do Ministério da Saúde cedidos ao Município de Palmeira dos Índios, do Ministério da Saúde e FUNASA pararam.

BAHIA – Mais de 30 mil pessoas participaram das paralisações.

CEARÁ – Sindviários, agentes penitenciários, contabilistas, vigilantes, portuários, vigias portuários, arrumadores e dirigentes do Sintarc e do Sinditaxi participaram da mobilização em Fortaleza. A adesão à greve foi de 90% dos trabalhadores. O porto de Mucuripe parou.

DISTRITO FEDERAL – Cerca de 20 mil trabalhadores mobilizaram-se frente ao Museu Nacional da República, em Brasília. A passeata terminou em frente ao Congresso Nacional. Houve paralisação completa das atividades no CEASA (Centrais de Abastecimento do Distrito Federal). A frota de táxi da capital federal, ônibus e metrô aderiram ao movimento.

GOIÁS – Em Goiânia, o Detran fechou e policiais participaram da mobilização.

MARANHÃO – Todas as garagens de ônibus foram ocupadas. A BR135, o Porto do Itaqui, a Área Itaqui-Bacanga e o aeroporto foram ocupados. As agências bancárias não funcionaram.

MATO GROSSO – Trabalhadores de Cuiabá concentram-se na Praça Ipiranga, no centro, para grande ato vespertino.

MATO GROSSO DO SUL – Campo Grande reuniu 70 mil pessoas.

MINAS GERAIS – Na cidade de Juiz de Fora mais de 55 mil pessoas participaram da manifestação convocada pela CSB e centrais. Teófilo Otoni, Nova Serrana e São Sebastião do Paraíso também foram palco das manifestações.

PARÁ – Concentração foi na Praça da República, em Belém, e contou com mais de 30 mil trabalhadores.

PARAÍBA – As principais ruas da capital, João Pessoa, foram bloqueadas. Trabalhadores mobilizaram-se em frente a estabelecimentos comerciais da cidade.

PARANÁ – Em Curitiba, os terminais de ônibus estão vazios. Rodovias foram bloqueadas. A população foi para as ruas.

PERNAMBUCO – Rodovias foram bloqueadas e os ônibus não circularam.

RIO GRANDE DO SUL – Em Porto Alegre, houve bloqueios em rodovias e avenidas. Na capital, Região Metropolitana e no interior do Rio Grande do Sul, a circulação de trens e ônibus foi suspensa.

RONDÔNIA – Na capital, Porto Velho, trabalhadores se mobilizaram em todas as regiões.

SANTA CATARINA – Em Florianópolis, a BR SC 401 foi fechada. Trabalhadores foram mobilizados nos dois locais e também em Barra Velha.

SÃO PAULO – Houve paralisações em empresas privadas como Totvs e Sonda e nas estatais Cobra Tecnologia, Prodam e Prodesp, responsáveis pelas áreas de tecnologia do Banco do Brasil, da Prefeitura de São Paulo e do governo estadual. Dirigentes da CSB também marcaram presença em Jundiaí, Itatiba, Guarulhos, Santos e Baixada Santista, Sorocaba, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Campinas, Araçatuba, São José dos Campos e Presidente Prudente.

Com informações: CSB

Saiba mais: O Presidente da CSB, Antônio Neto, convoca os servidores do IPSEMG para a luta contra as reformas

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