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ALMG dialoga com categorias sobre reforma da previdência

Deputados e deputadas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) se reuniram, na manhã desta quarta-feira (8/7), com representantes de servidores das áreas de segurança pública, educação e saúde, que protestaram em frente ao Palácio da Inconfidência contra a reforma da previdência dos servidores públicos de Minas. A matéria é objeto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/20 e do Projeto de Lei Complementar (PLC) 46/20.

Os líderes sindicais pediram ao relator da PEC 55/20, deputado Cássio Soares (PSD), alíquotas e regras de transição mais justas, além de revisão das idades mínimas para a aposentadoria propostas pelo governo. Também participaram dos encontros o deputado Sargento Rodrigues (PTB) e as deputadas Delegada Sheila (PSL) e Beatriz Cerqueira (PT).

“Queremos contribuir com o Estado, desde que seja respeitado o contrato de trabalho celebrado quando da realização dos concursos há mais de 20 anos e também as regras da Lei Complementar 129, de 2013, que contém a lei orgânica da Polícia Civil”, afirmou a presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindepominas), Maria de Lurdes Camilli.

Tramitação apressada recebe críticas

Os sindicalistas também reclamaram da escassez de tempo para entender o projeto do governo, que, segundo eles, traz regras complexas e que não foram discutidas com os servidores. “Não é possível escolher o que é pior nessa proposta. Estamos com o salário parcelado, no meio de uma pandemia, com professores pressionados pelo teletrabalho: a gente não suporta mais nada. É penalizador”, afirmou a presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute), Denise Romano.

A diretora da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Yara Cristina Batista Diniz, e a presidente do Sindicato dos Servidores do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (SISIPSEMG), Maria Abadia de Souza, criticaram a tramitação da matéria nesse momento de crise sanitária de proporção nacional, alegando que o cenário dificulta o debate e a mobilização.

O deputado Cássio Soares afirmou que, antes de emitir o seu parecer, vai ouvir todas as classes que manifestarem interesse em dialogar, para fazer cumprir o papel da Assembleia de representar a população. “Será um relatório justo para as classes e eficiente para o Estado retomar a capacidade de abastecer o fundo de previdência social”, afirmou.

Fonte: ALMG (com modificações)

Foto: ALMG

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